Nível baixo de água, muita frequentação, temperatura elevada: são os factores que favorecem a instabilidade da água e a proliferação das bactérias.
É essencial testar a sua água regularmente de modo a verificar se contém quantidade adequada de desinfectante e se a água está equilibrada.
Existem tiras de teste (solução mais prática) que permitem obter a leitura das 3 noções de base que vão possibilitar ter uma água limpa e sã: desinfectante (cloro ou brómio), pH e o TAC.
pH
Se o pH não estiver estável o desinfectante deixa de ser eficaz (a 7.8 o cloro só vai actuar a 30% da sua capacidade!). Quando muito corrosiva, a água pode danificar prematuramente o material (sobretudo os jactos e a bomba) ou perturbar o conforto do utilizador. O ideal é o pH estar entre 7.2 e 7.4.
TAC (alcalinidade da água) ou Título Alcalimétrico Completo
Esta medida (idealmente entre 10º e 30º) depende da estabilidade do pH. Um valor muito baixo é frequentemente a causa de um pH em “yo-yo”, o que impede, por si só, que o seu desinfectante deixe de actuar.
Este valor pode ser alterado com um produto designado por estabilizador de pH.
Tratamentos com cloro
É o tratamento mais económico para um spa.
No entanto o odor é um pouco intenso.
Para além disso, sendo o cloro muito sensível ao pH da água, este deve ser analisado frequentemente, pois uma temperatura elevada tende a subi-lo de modo natural.
Tratamento com brómio
Mais dispendioso que o cloro, este tratamento é mesmo assim bastante acessível para tratar um volume entre 1 e 1,5m3 (se o spa for utilizado todo o ano, prever uma média de 2Kg a 3Kg de brómio por ano).
O cheiro mais discreto torna o banho mais agradável. A vantagem do brómio é também o facto de ser pouco sensível às flutuações do pH. Com um pH 7.8, o brómio fica 80% activo.
As bromaminas, produto secundário da sua acção desinfectante, ficam activas contrariamente às cloraminas.
Tratamento com oxigénio activo
Problemas com alergias, pele com tendência para irritações, o oxigénio activo pode ser a solução a optar.
Composto por dois produtos a colocar em sinergia, este método não tem cheiro e leva a óptimos resultados. Respeitar sempre o pH é importante!
Ozono
É uma solução de tratamento automático por vezes proposto com o spa. Tem a vantagem de prevenir a presença de produtos secundários, frequente nos tratamentos habituais tal como as cloraminas ou as bromaminas.
O ozono é um desinfectante muito forte mas com pouca remanência e precisa por isso de um tratamento complementar permanente normal (cloro ou brómio). Além disso, para o bem-estar do utilizador e conservação do equipamento é imprescindível uma verificação constante do pH. Não tão automático como isso.
Renovação da água
Humm…aquelas bolhinhas do primeiro dia de uma água acabada de encher…
Preveja, no mínimo, uma mudança de água por estação e, no máximo, todos os meses se a frequência da utilização for elevada.
A sua água deve ser sempre clara e transparente, sem odor e com o pH adequado. Em caso de dúvida aconselha-se a renovar parcialmente ou na totalidade. Evite águas de poço ou de rio que são naturalmente menos equilibradas que a água potável.
Pense em fazer uma análise à água antes de encher o spa para conhecer melhor as características da água que utiliza (tH, pH e TAC).
O filtro de cartucho
Da sua manutenção regular depende uma boa filtração e uma boa circulação da água.
O mais simples é ter dois que se vão alternando: enquanto um está no spa o outro fica de molho uma noite para tirar toda a sujidade.
Aconselha-se a lavagem dos vincos em cada uma das dobras do cartucho, por exemplo com uma mangueira.
Manutenção da concha
É necessário fazê-lo aquando de cada renovação de água.
Limpar a concha com um desinfectante especial para spas, presente na gama das grandes marcas e passar cuidadosamente com um tecido não agressivo para a concha.
Pense em enxaguar bem este produto, pois os resíduos poderiam fazer espuma quando enchesse com água nova…
Manutenção do exterior do spa
Sendo o exterior do spa em madeira (de cedro natural), prever uma camada de revitalizador uma vez por ano, antes do Inverno.
Manutenção da cobertura
A cobertura está sujeita a uma dura prova… Do interior recebe vapor de água misturado com produtos químicos, no exterior está exposta às intempéries e aos raios UV!
Não é fácil encontrar no mercado uma marca que proponha um produto adaptado a esta utilização.
Prever a manutenção da cobertura em cada renovação de água. No interior: água com sabão, enxaguar e secar.
No exterior, como se trata quase sempre de vinil de gama aquática, pode optar pelo uso de produtos utilizados na manutenção de coberturas de barcos. Atenção, é preferível utilizar estes produtos quando a cobertura estiver à sombra. Se preferir pode optar por água com sabão e enxaguamento com mangueira.
Finalmente, se recorrer a um tratamento de choque à água, é essencial deixar o spa aberto pelo menos 1 hora para que os vapores não danifiquem a sua cobertura.
Trata-se de um problema comum em spas pela agitação intensa de água provocada pelos jactos. Este problema é ampliado pela presença de produtos de cosmética, gel de duche…
O anti-mousse permite regular este problema instantaneamente mas não continuamente. Verifique bem o pH e o TAC que, nestas situações, costumam estar baixos e pense na renovação mais frequente da água.
O Net Skim é uma meia pré-filtrante muito fina que se coloca no cesto do skimmer. Fica segura na base por um T de bloqueio e a sua acção permite apanhar resíduos, insectos, vestígios de pele e outras pequenas partículas antes que cheguem ao filtro.
Conclusão: uma água melhor filtrada e uma manutenção do filtro menos frequente!
Uma água cristalina, cada vez mais cristalina! Com o desenvolvimento do spa, os clarificantes de piscinas já se fazem em “versão spa”. No entanto, só se deve utilizar um produto totalmente compatível com uma filtração por cartucho. A eficácia é impressionante e a qualidade da filtração claramente melhorada.